Em Portugal, o cancro da próstata atinge anualmente entre 3.500 a 4.000 portugueses, sendo que 1800 acabam por morrer.

“O cancro da próstata é a segunda causa de morte por cancro no homem, atrás do cancro do pulmão, e é o cancro mais frequente nos homens acima dos 50 anos. A vigilância médica periódica é essencial para despistar o cancro da próstata, uma vez que este não apresenta sintomas numa fase inicial”, alerta Rui Borges, médico urologista do Hospital Lusíadas Porto.

Apesar das causas do cancro da próstata não serem conhecidas, a ciência indica que o fator hereditariedade, a idade e a raça negra têm um grande peso.

“A vigilância médica periódica é essencial para despistar o cancro da próstata, sendo que esta pode começar por volta dos 45 anos nos doentes sem fatores de risco. A vigilância deve ser antecipada para os 40 anos de idade nos doentes de risco e consiste no exame do toque rectal e no doseamento do PSA (o antigénio específico da próstata), no sangue”, esclarece o urologista.

Em relação ao tratamento, o médico explica que “embora existam diferentes opções terapêuticas, a prostatectomia radical é o tratamento mais eficaz para o cancro da próstata localizado. Com o desenvolvimento tecnológico, esta cirurgia que era habitualmente efetuada por via aberta, pode atualmente ser executada por via laparoscópica e, mais recentemente, por via robótica, podendo diminuir assim as consequências associadas, nomeadamente a incontinência urinária e a disfunção eréctil”.

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