Os casos de gripe estão a aumentar e as próximas semanas deverão ser “mais críticas”, alertou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, assegurando que o país está preparado para a epidemia.

Em declarações à Agência Lusa a diretora-geral admitiu que possam haver nas próximas semanas “dias críticos”, mas acrescentou que os serviços estão preparados.

No dia em que iniciou formalmente funções como diretora-geral, cargo que já desempenhava com estatuto interino, Graça Freitas falou à Lusa a propósito do surto de gripe no país afirmando que nos próximos dias há dois fatores que podem aumentar o número de casos, o regresso às aulas, com as crianças a serem transmissor da doença, e a descida das temperaturas.

“O vírus dá-se bem com temperaturas baixas” e é por si só fator de fragilização, disse Graça Freitas, lembrando que em Portugal é usual atingir-se o pico da gripe em janeiro e que há planos de contingência a nível dos centros da saúde, das regiões e dos centros hospitalares.

Graça Freitas adiantou que houve uma grande adesão dos portugueses à vacinação contra a gripe, tendo sido este outono/inverno aquele em que se vacinaram mais pessoas.

“Portugal tem vindo a convergir para altos níveis de vacinação”, acentuou a diretora-geral da Saúde, acrescentando que na União Europeia é dos países com mais pessoas vacinadas contra a gripe, a par do Reino Unido, Irlanda e Holanda.

Vacina com três tipos de vírus

Graça Freitas explicou que a vacina da gripe distribuída este inverno contém três tipos de vírus, dois do tipo A e um do tipo B, e que na doença deste ano circulam vírus do tipo A e B, sendo o A o mais perigoso.

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