O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), Carlos Cortes, disse hoje que os problemas registados na prescrição eletrónica se devem, em grande parte, ao desfasamento entre os programas informáticos e equipamentos obsoletos.

“O ministério da Saúde quis ir muito depressa e instalou programas em computadores obsoletos, o que contribuiu para os problemas verificados na prescrição eletrónica, sobretudo nos Centros de Saúde”, disse o médico à agência Lusa.

Um inquérito realizado pela SRCOM revelou que 91% por cento dos médicos assume que os computadores têm impacto drástico nas consultas e mais de 70% refere que já perdeu informação importante do paciente, obrigando, neste caso, a repetir todos os procedimentos informáticos.

 O inquérito visou aferir o impacto das aplicações informáticas dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) no dia-a-dia da prática clínica, designadamente nas consultas e na prestação de cuidados aos utentes.

Segundo a SRCOM, foram os médicos de família quem mais respondeu ao inquérito (89,8 por cento).

Dos resultados do “Questionário de Avaliação da Satisfação e Qualidade das Aplicações dos SPMS”, apenas 13 por cento dos inquiridos acredita que as aplicações são fiáveis e estáveis.

Segundo o estudo, “82,1% aponta para problemas com o ‘hardware’ e 93% declara problemas com acesso à Internet.

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