Um estudo europeu multicêntrico, apresentado na Figueira da Foz na 188.ª Reunião da Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG), e que avalia a nova abordagem terapêutica aos miomas uterinos, revela que, das 1473 mulheres envolvidas, cerca de 61% não teve de se submeter a qualquer cirurgia de remoção de miomas uterinos ou remoção total do útero.

Os dados publicados agora pela revista “European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology” revelam ainda que os sintomas moderados e severos dos miomas uterinos referidos pelas doentes, como é o caso de hemorragias, anemia, dores abdominais e sintomas de pressão, diminuíram significativamente com a administração do acetato de ulipristal, único tratamento médico não invasivo, que igualmente melhorou a sua qualidade de vida.

“Este estudo comprova que o novo tratamento de acetato de ulipristal pode permitir uma terapêutica conservadora e evitar a remoção do útero. Esta mudança no tratamento dos miomas uterinos representa uma evolução importante em termos médicos com um impacto positivo na vida da mulher”, avança Margarida Martinho, presidente da Secção Portuguesa de Endoscopia Ginecológica da Sociedade Portuguesa de Ginecologia.

“Esta abordagem conservadora no tratamento dos miomas tem um potencial impacto positivo em termos de gastos para o Serviço Nacional de Saúde na medida em que se evitam os custos diretos com as cirurgias, assim como os custos indiretos atribuíveis, ao período de recuperação pós-operatória”, comenta ainda a especialista.

Ler na fonte
CategoryNews
Write a comment:

*

Your email address will not be published.

Se encontrar um erro, por favor contacte: webmaster