Rui Campante Teles, médico cardiologista e membro da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular, explica o que é a regurgitação mitral.

O coração tem quatro válvulas cardíacas que têm como função controlar o fluxo de sangue que entra e sai. Quando as válvulas do coração não funcionam corretamente podem surgir dois tipos de doença: a estenose aórtica (estreitamente da válvula aórtica) ou a regurgitação mitral (degeneração da válvula mitral).

A regurgitação mitral é a segunda doença valvular mais comum, em todo o mundo, e espera-se que a sua prevalência aumente nos próximos anos, com o envelhecimento da população. É algo mais comum em homens e aumenta com a idade mais avançada.

Caracteriza-se por um refluxo de sangue que vaza pela válvula mitral cada vez que o ventrículo esquerdo se contrai, ou seja, à medida que o ventrículo esquerdo bombeia o sangue para a aorta, um pouco de sangue retorna para trás em direção à aurícula esquerda, aumentando o volume de sangue e pressão nesse local.

Este aumento da pressão arterial na aurícula esquerda aumenta a pressão do sangue nas veias que vão dos pulmões para o coração. Os pulmões ficam como que encharcados em sangue e isto gera o cansaço. Por outro lado, a aurícula esquerda aumente para acomodar o sangue extra que vazou do ventrículo como refluxo e isso deforma o coração e pode levar a alterações do ritmo cardíaco ou até tromboses.

A fraqueza hereditária do tecido da válvula mitral, o “ataque cardíaco” ou as doenças do músculo cardíaco são as causas mais comuns da regurgitação mitral. Os principais sintomas são a falta de ar e o cansaço e são pouco específicos.

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